Setembro 1, 2008...8:38 pm

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Os comercias de televisão desse ano da Justiça Eleitoral são muito bons. Adorei os toques de ironia e provocação com o eleitor. Não fui só eu quem gostou, já ouvi várias pessoas comentarem sobre eles. Algumas se questionaram se os anúncios funcionariam para o povão.

 

Não é preciso ter visto a cinematografia completa do Godard para compreender o incômodo dos personagens e perceber que ele poderia ser evitado ou resolvido ao invés de aturado por quatro anos. Acho que a mensagem está clara. Deve ser até irritante ler alguém interpretando o que esta na sua cara.

 

Realmente o brasileiro não está acostumado com linguagens audiovisuais diferentes. Desde pequenos só assistimos novelas que pouco inovam na forma e filmes ruins de fim de tarde na TV aberta. Eu mesma que gosto muito de cinema, em alguns dias mais preguiçosos, quero é ver um filme “convencional”. Só que no quesito linguagem, apesar de muito bem executados, os comercias da Justiça Eleitoral são simples. E isso de forma alguma é uma crítica: é publicidade, tem que ser assim. Fora isso, os enredos são engraçados e as metáforas são simples. Isso prende a atenção e aproxima as pessoas da mensagem.

 

Nunca na vida tinha escutado alguém comentar um comercial eleitoral. Ninguém prestava a menor atenção quando seu Tião explicava para o colega de trabalho a importância da escolha de um candidato. A estratégia agora me parece mostrar que o erro nas urnas causa problemas que podem ser sentidos na pele, no cotidiano. E durante quatro longos anos. Antes se fazia discurso sobre o grande valor democrático do voto consciente. As metáforas de 2008 tocam no assunto de forma mais direta e sem ares moralistas. Entender isso independe de classe e bagagem cultural.   

 

Se é que alguém ainda não viu:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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